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Extinguir o Derba é um desserviço do governador Rui Costa (PT) à Bahia, afirma vereador Hilton Coelho (PSOL)

O gerente geral do Sindicato Associação Assistencial dos Servidores do Derba (Asderba/Sindicato), Nilton Borges Ramos, fez uso nesta segunda-feira (13) da Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador. Falou sobre a estrutura do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), extinto em 28 de fevereiro de 2015, pela reforma administrativa do governador Rui Costa.

Recebeu o apoio de diversos vereadores e vereadoras entre os quais o vereador Hilton Coelho (PSOL) que reivindicou à administração estadual “que invista na revitalização da extinta autarquia, substituída pela Superintendência de Infraestrutura e Transporte (SIT), com a aquisição de máquinas e equipamentos, a realização de concurso público para a reposição de pessoal e a valorização dos servidores, muitos dos quais vítimas de perseguição e assédio moral”.

O vereador considera que a extinção do Derba “resultou na precariedade das estradas baianas (das quais 70% se encontram em sofríveis condições de trafegabilidade, o que coloca em riscos a vida das pessoas), e poderá acarretar graves prejuízos ao erário público, uma vez que, estudos já realizados, apontam que com a terceirização das obras de manutenção e conservação das estradas a execução do km poderá ter seu custo majorado a partir de 400%”.

Hilton Coelho alerta também que os mesmos estudos indicam que a qualidade dos serviços terceirizados não será a mesma daqueles realizados pela administração pública estadual, devido principalmente à alta rotatividade da mão de obra das empresas e à ganância de muitos empreiteiros acostumados a embutir sobrepreços nos serviços prestados ao Estado, distanciando-se, portanto, do padrão Derba de qualidade.

“Ao ser extinta, a autarquia contava com apenas 746 (menos de 10% de seu quadro de pessoal nos tempos áureos) e apenas 220 foram absorvidos pela SIT. Atualmente, 250 desses servidores se encontram à disposição do Estado da Bahia sem exercerem efetivamente nenhuma atividade; relegados, portanto, à uma espécie de limbo administrativo”, aponta Hilton Coelho.

O legislador lembra que “o antigo Derba era referência na pesquisa, planejamento, construção, manutenção, conservação preventiva e fiscalização dos quase 20 mil km da malha rodoviária baiana, um patrimônio de aproximadamente 30 bilhões de reais; incluindo pontes e viadutos, que deve ser gerido e fiscalizado pelo estado, de preferência com a volta do antigo Derba”.

Hilton Coelho conclui afirmando que “Rui Costa presta um desserviço à Bahia extinguindo o Derba que vinha sendo desmantelado progressivamente coma perda de autonomia e, agora, foi jogada a pá de cal. Antes, ingressar no órgão era sinônimo de prestígio. A extinção do Derba obedeceu a lógica do processo de privatização e terceirização dos serviços públicos. Para piorar, estamos diante de mais um absurdo. Daqui por diante, quem vai fiscalizar agora, a mesma empresa que executará os serviços? ”, questiona.

Freellas Comunicação