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Trabalho infantil no Brasil mostra descaso do Estado, afirma vereador Hilton Coelho (#PSOL)

Presidente da Comissão Especial de Defesa da Criança e do Adolescente da Câmara de Salvador, o vereador Hilton Coelho (PSOL) afirmou que o módulo de Trabalho Infantil da Pnad Contínua 2016, divulgado no dia 29, quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “mostra o descaso do Estado em relação aos direitos das crianças e adolescentes. Constatamos de forma triste que 20,1 milhões de crianças dedicaram, em média, 8,4 horas semanais a tarefas domésticas”, afirma o legislador.

“Os governos federal, estadual e municipais são responsáveis por esse absurdo. Precisamos lutar de forma firme para erradicar o trabalho infantil. Estão roubando das crianças e adolescentes o seu futuro. Esta forma de exploração atrapalha o rendimento escolar da criança, provoca evasão escolar e traz danos à saúde. O estudo mostra 72,3% das crianças de 5 a 17 anos ocupadas em atividades econômicas também trabalhavam na produção para o próprio consumo e cuidados de pessoas ou afazeres domésticos”, avalia Hilton Coelho.

O estudo mostra que mais da metade das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhavam em casa com cuidados de pessoas ou afazeres domésticos. Além do cuidado de pessoas e afazeres domésticos, o trabalho na produção para o próprio consumo também foi identificado pela pesquisa, e era realizado por 716 mil crianças, durante, em média, 7,5 horas semanais.

Hilton Coelho conclui afirmando que “o machismo fica patente nos estudos. Já na infância, afazeres domésticos e cuidados de pessoas são tarefas femininas. As meninas de 14 a 17 anos estão mais envolvidas em cuidados de pessoas e afazeres domésticos do que os meninos. Elas dedicavam, em média, 12,3 horas por semana, enquanto os meninos dispensavam 8,1 horas, mostrou a pesquisa. Mesmo nos grupos mais novos, as meninas despendiam mais tempo nessas atividades. Vamos buscar mais dados da Bahia, em especial de Salvador, porém, podemos desde já reafirmar que a sociedade precisa se mobilizar para acabar com o trabalho infantil e cumprir os direitos assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.

Freellas Comunicação